Rachel de Queiroz, PT7ARQ
Nascida em Fortaleza, em 1910, Rachel estreou na literatura com O Quinze (1930), obra que marcou profundamente o movimento regionalista ao expor a dura realidade da seca e dos retirantes. Sua escrita direta e sensível abriu caminho para uma nova geração de romancistas, consolidando-a como referência incontornável da ficção brasileira. Ao longo da carreira, publicou romances como João Miguel (1932), Caminho de Pedras (1937) e As Três Marias (1939), além de peças teatrais e crônicas que circularam em jornais e revistas de grande alcance nacional. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso em dar voz às questões sociais e culturais do Nordeste, sem perder o rigor literário e a força narrativa.
Curiosamente, Rachel também se dedicou ao radioamadorismo, assinando o indicativo PT7ARQ. Em crônicas publicadas na revista O Cruzeiro, ela descreveu com entusiasmo o mundo dos radioamadores, chamando-se “coruja” — termo usado para quem apenas escuta as transmissões. Para Rachel, esse universo era uma rede invisível de solidariedade, capaz de conectar pessoas de diferentes lugares e transmitir mensagens urgentes ou afetuosas. O rádio, para ela, não era apenas tecnologia, mas um espaço de encontro humano, tão fascinante quanto a literatura. Essa faceta revela uma escritora curiosa e aberta às novidades, que soube enxergar no rádio uma extensão de sua própria vocação: comunicar e aproximar pessoas.
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